quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Hábitos que sabotam a perda de peso

 

Mesmo com uma rotina aparentemente saudável, hábitos corriqueiros do dia a dia podem estar prejudicando a saúde geral e impedindo a perda de peso, alerta a nutricionista, Jaqueline Lagares, em meio aos crescentes índices de sobrepeso e obesidade no Brasil.

 

De acordo com dados recentes do Atlas Mundial da Obesidade 2025, cerca de 31% dos brasileiros vivem com obesidade, e aproximadamente 68% têm excesso de peso, números que têm aumentado gradativamente nas últimas décadas e representam um desafio para a saúde pública no país. As projeções indicam que, até 2030, 41% dos adultos brasileiros poderão estar obesos se padrões alimentares e de estilo de vida não mudarem. Para a nutricionista consultada, hábitos rotineiros e aparentemente “inofensivos” podem estar contribuindo para esse quadro.

 

Segundo Jaqueline, pesquisas recentes sobre nutrição e comportamento alimentar, mostram alguns padrões comuns que prejudicam o emagrecimento incluem: pular refeições ou não ter horários regulares; deixar de fazer o café da manhã ou variar muito os horários das refeições pode aumentar a fome ao longo do dia, levando a escolhas impulsivas e maior ingestão calórica. Estudos apontam que quem pula o café da manhã tem maior probabilidade de apresentar maior índice de massa corporal (IMC).

 

Comer em horários errados ou sem atenção: a ingestão de alimentos pesados ou lanches perto da hora de dormir pode dificultar a regulação do metabolismo e elevar os níveis de açúcar no sangue, fatores que têm sido associados ao ganho de peso.

 

Dormir pouco e não gerenciar o estresse: privação de sono e estresse crônico aumentam a produção de cortisol, hormônio ligado à fome, à retenção de líquidos e à redução da queima de gordura, além de prejudicar a saciedade e escolhas alimentares ao longo do dia.

 

Alimentação “perfeitinha”, mas desbalanceada: mesmo quem procura comer alimentos considerados saudáveis como integrais e snacks “zero açúcar”, pode estar consumindo calorias em excesso, ou produtos com aditivos que não favorecem uma alimentação equilibrada, quando não há atenção ao tamanho das porções e ao contexto da dieta completa.

 

Fome emocional e alimentação automatizada: segundo nutricionistas, confundir sinais de fome fisiológica com impulsos emocionais como comer por tédio, tristeza ou ansiedade, interfere diretamente no emagrecimento e no controle de porções ao longo do dia.

 

Um problema multifatorial — Jaqueline reforça que o emagrecimento não depende apenas de “força de vontade” ou de eliminar alimentos isoladamente, mas de uma abordagem integrada que inclui alimentação consciente, sono adequado, atividade física regular e gerenciamento do estresse.

 

No Brasil, o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicação do Ministério da Saúde, recomenda justamente hábitos alimentares regulares, privilégios de alimentos in natura ou minimamente processados e atenção à rotina alimentar como pilares para a saúde e prevenção de doenças crônicas.

 

Especialistas alertam que identificar e corrigir hábitos diários, mesmo os “comuns”, é fundamental para quem busca emagrecer com saúde e reduzir riscos associados ao excesso de peso. Consultas regulares com profissionais qualificados, como nutricionistas, podem ser determinantes para reconhecer padrões sabotadores e construir estratégias personalizadas para mudanças duradouras.

 

Sobre Jaqueline Lagares — Com uma abordagem focada na nutrição integral, Jaqueline Lagares é comprometida em ajudar pessoas a conquistarem mais saúde, energia e bem-estar por meio da alimentação. Ela enxerga a nutrição como um pilar essencial não apenas para o corpo, mas também para a mente e as emoções. Seu método valoriza o consumo de alimentos naturais e minimamente processados, respeitando as individualidades de cada paciente e tornando a alimentação prazerosa e descomplicada.

 

Com: Flora Alves Assessoria

@institutolagaressi

@floraalvesassessoria

 

Este post foi escrito por: Britz Lopes

As opiniões emitidas nos textos dos colaboradores não refletem necessariamente, a opinião da revista eletrônica.

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