segunda-feira, 17 de junho de 2024

A moda das agroflorestas urbanas

 

Pé na grama, mãos sujas de terra, escaladas em árvores, correr ao ar livre, sol e vento no rosto: infância raiz é isso. Ou pelo menos era, já que o contato dos pequenos com a natureza tem sido cada vez menor, devido ao ambiente de insegurança dos grandes centros urbanos e à enorme exposição deles às telas de celulares e computadores. Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revela que 80% dos brasileiros vivem em grandes metrópoles, e as crianças que residem nestes centros urbanos passam 90% do tempo dentro de casa.

 

Reverter essa cultura de uma infância enclausurada é necessário e pode ser feito a partir de iniciativas simples como a que foi realizada no condomínio Parqville Figueira, na Avenida São Paulo, em Aparecida de Goiânia. A CINQ  Desenvolvimento Imobiliário, empresa responsável pelo empreendimento, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Aparecida de Goiânia, recebeu cerca de 100 crianças das redes pública e privada de ensino da cidade, que realizaram o plantio de mudas da primeira agrofloresta urbana da região metropolitana de Goiânia. A ação, que visa estimular o contato dos pequenos com a natureza, contou com a presença do biólogo agroflorestor, Murilo Arantes, responsável técnico pela agrofloresta, que orientou as crianças durante o plantio.

 

Conforme explica o diretor da empresa, Eduardo Oliveira, a ação com os estudantes visa chamar a atenção de toda a sociedade para uma nova visão social e ambiental. “O nosso objetivo é incentivar toda a sociedade, especialmente as crianças, a desenvolverem um olhar mais cuidadoso e curioso com o meio ambiente”, pontua o incorporador. Durante a ocasião, a criançada ainda degustou um café da manhã especial.

 

Para a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade do município, Valéria Pettersen, além dos benefícios que o momento de imersão com a natureza traz para a criançada, como maior entendimento acerca da importância das árvores para o nosso planeta, a iniciativa representa também um marco para a comunidade aparecidense. “Através do plantio das árvores, as crianças estão deixando a marca delas aqui. Daqui três, cinco, dez anos, os frutos desta ação serão colhidos, trazendo assim, benefícios para toda a sociedade e meio ambiente”, destaca.

 

A agrofloresta, que mistura árvores frutíferas e de grande porte em conjunto com hortaliças, mandioca, pimenta, tomate, banana, alfaces, rúculas, agrião, cenouras, beterrabas, couve-flor, brócolis e couves, segue até o final de setembro com o plantio de 2700 mudas em uma área de 2,4 hectares. Para a secretária do Governo da cidade, Dra., Pollyana Borges, trazer esse tipo de memória afetiva para as crianças repercute, diretamente, no desenvolvimento da cidade. “As crianças são curiosas, gostam de aprender, de ensinar. Então ensiná-las sobre o papel que a natureza desempenha em nossa vida e cidade ainda na infância promove, com toda certeza, uma conscientização que será levada por toda a vida”, salienta.

 

Agrofloresta

Eduardo conta que a técnica de reflorestamento foi incluída no projeto após a descoberta de dois olhos d’água (nascentes), que não foram detectados durante os trabalhos de prospecção técnicas e ambientais dentro da área do empreendimento. O diretor  relata que assim que as duas nascentes foram detectadas, a empresa informou aos órgãos ambientais. “Uma destas nascentes estava em uma área totalmente degradada no meio do condomínio, mas entendemos seu valor ambiental para todo o ecossistema”, informa.

 

Por unir espécies arbóreas e alimentícias, a agrofloresta do Parqville Figueira traz não apenas a cobertura vegetal, como também produção de alimentos, que serão consumidas pelos colaboradores durante as obras do condomínio, e posteriormente pelos moradores.

 

Com: Flávia Juliate da Comunicação sem Fronteiras

 

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Este post foi escrito por: Britz Lopes

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