quinta-feira, 18 de julho de 2024

A velocidade da luz continua superior à do som

 

Meus caros leitores, quem anda com tempo e pode se dedicar a acompanhar o noticiário econômico externo e interno, com certeza está vendo os raios, mas ainda não está ouvindo o estrondo dos trovões.

 

Pela quantidade de raios apresentados diariamente pela imprensa, algumas vezes tentando diminuir a luz dos mesmos, e em outras, apresentando e até fazendo editoriais sobre os raios que estão diariamente riscando os céus do mundo. Considerando, especialmente os céus do Brasil, concluímos que teremos uma grande tempestade pela frente.

 

Vocês também sentem aquela sensação de estar a bordo de um avião que entra na nuvem carregada e começa a chacoalhar para um lado para outro, dando aquele frio na barriga. Que piora quando o comandante pede para apertar os cintos? Pois é, o mundo, e em especial o Brasil, estão bem assim.

 

Estamos vendo um raio aqui outro acolá, mas ainda não chegamos a ouvir o ruído dos trovões. Os raios carregados de notícias econômicas, financeiras, jurídicas, avanços de práticas descompassadas do histórico andar da sociedade brasileira como aborto, invasão de terras produtivas, ativismo judicial, crescimento da criminalidade que apresenta o bandido como vítima da sociedade exigindo proteção para o mesmo, enquanto o cidadão ordeiro é morto na porta de casa por pequenos bandidos incentivados pela impunidade, os quais, quando pegos, são colocados em casas correcionais onde se transformam em bandidos adultos e mais preparados.

 

Lá fora o mundo se debate com problemas econômicos e de drogas, aqui nos debatemos com o leque dos problemas acima e que assustam, principalmente pela forma leviana com que são tratados. O STF “decide” que o Governo tem seis meses para apresentar um plano para resolver o problema carcerário do Brasil, como se fosse fácil e tivesse começado no mês passado! Parece brincadeira, parece que a medida está sendo sugerida por um extraterrestre que, vindo de outro planeta, caiu no Brasil para solucionar um problema que se arrasta há décadas.

 

Parafraseando alguém, diria que estamos a caminho de uma tempestade perfeita: temos um governante fraco, velho e vaidoso e um Congresso ávido por recursos para suas bases eleitorais. Aliás, mandato é o que todo mundo quer, seja homem, mulher, negro, índio, LGTB, enfim, todos querem um mandato, qualquer que seja, de vereador de município a presidente. Porque mandato significa vida fácil, mordomias, além de oportunidades adicionais.

 

Caros leitores tirem do armário aquela capa velha e o guarda-chuva porque a tempestade virá, pois nunca se afrontou tanto a pacata sociedade brasileira.

 

Hiram Souza é empresário, marqueteiro de longa data, aos 80 anos de jornada o que permite ter uma janela holística para o mundo. Com leve humor escreve sobre assuntos ligados à política, comportamento, educação e brasilidade

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Este post foi escrito por: Hiram Souza

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