quinta-feira, 18 de julho de 2024

Aposentar o amor? Nunca!

 

Que gostoso namorar depois dos sessenta. Que paz! Os filhos já são independentes, já nos aposentamos. Estamos sós. Sós?

 

Já temos experiências de amar. O amor já percorreu estradas, dobrou esquinas e optou por encruzilhadas. Já errou, já acertou, já deslizou, já derrapou, se arrependeu, mas viveu.

 

Já vivemos o amor, já perdemos o amor.

 

Alguns pelas mãos de Deus, outros pela inexperiência do viver a dois.

 

Hoje o nosso olhar em direção ao amor continua mais lindo, pois na longa caminhada dos sentimentos, aprendemos a somar, a dividir e a multiplicar, sem chances de desistir por ciúmes ou qualquer coisinha. Amadurecemos!

 

O amor maduro chega de mansinho e se instala em nossa vida, sem tempo para acabar. O caminhar a dois é mais sereno, a cumplicidade existe, o carinho é mais espontâneo, não nos inibimos diante do querer; a sintonia é completa.

 

As lembranças de outros amores são depositadas no velho álbum da saudade, de um tempo que há muito ficou pra trás.

 

Namorar na maturidade é carregar a ternura no olhar. O brilho é mais intenso, a vontade de acertar é mais forte. A construção do caminhar a dois é a soma do querer, é o encontro de duas almas unidas por dois corações que dividem a emoção de se querer bem, de se desejar.

 

As menores atitudes têm enorme importância. Os gestos, os detalhes, a vontade estarem juntos bem a vontade e sem cobranças são os elementos que sustentam este amor.

 

Nessa idade, viver a dois (cada um na sua toca) é ser livre e ter companhia sem as chateações do dia a dia. É ter chamego dengoso, beijos ainda calientes. É trocar insinuantes olhares quando o desejo se manifesta.

 

Ao amanhecer, vemos no brilho do olhar dos amantes, a promessa que este será o mais belo dia entre dois seres que encontraram o amor. Amar nunca é demais!

 

Feliz daquele que encontrou um amor na maturidade, e mantém viva a chama quente, sem temor, capaz de amar, amar, amar e acima de tudo, ser amado e desejado, apesar de todas as cicatrizes do corpo e da alma.

 

Foto: Cottonbro Studio 

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Este post foi escrito por: Noemi Almeida

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4 comentários em "Aposentar o amor? Nunca!"

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