quinta-feira, 18 de julho de 2024

Arte em vinis no Festival Vaca Amarela

 

 

Por meio de vinis antigos, os hits do álbum “Trava Línguas”, da cantora Linn da Quebrada, vão ganhar vida nos desenhos da artista plástica e escritora, Zaia Angelo. É a celebração de 13 anos de carreira, que ocorre durante o Festival Vaca Amarela. A 21ª edição do festival começa nesta quinta-feira (15) e segue até sábado (17), no Centro Cultural Oscar Niemeyer de Goiânia.

 

A parceria da artista plástica com o Vaca Amarela acontece desde 2019. “Fui convidada para fazer a vaquinha (mascote do festival) e desde lá eu e o festival andamos juntos”. Zaia Angelo diz que é sempre muito prazeroso participar do festival. “É tão bom ver que Goiânia não se resume apenas ao sertanejo e podemos ter sim festivais de música alternativa, rock, pop e voltadas para o público LGBTQIA +”, completa.

 

Nesse início no Vaca Amarela, a artista assinava como Hector Angelo. Após ter criado a marca do festival em 2019, nos anos seguintes ambientou camarins de artistas como Gloria Grovie e Karol Conká. Na última edição do festival durante as apresentações, Zaia Angelo fazia pinturas ao vivo. Para esse ano, o desafio é bem maior para a artista plástica recém-assumida como trans. Afinal, vai retratar músicas de uma das artistas de maior referência quanto à representatividade, força e coragem.

 

 

Sobre Zaia Angelo

A obra da escritora e artista plástica, Zaia Angelo, é reconhecida no Brasil e no exterior. Aos 15 anos foi convidada para expor “Eu sou o gay que sofre com a homofobia”, da Coletânea “Eu sou a Dor, na 10ª Art Shopping Paris – Carrousel do Louvre – 2017” – durante a Semana de Arte Contemporânea de Paris.

 

Em 2018, ainda como Hector Angelo teve o seu nome incluído pelos curadores italianos Salvatore Russo e Francesco Saviero, no ranking dos 50 artistas plásticos mais influentes do mundo. Essa lista foi publicada pelo guia The Best Modern and Contemporary Artists.

 

A história de Zaia no universo das artes começou aos dois anos, quando demonstrou interesse pelos desenhos. Aos sete, recém-alfabetizada publicou o primeiro livro “A Girafa que foi ao Espaço”. Desde então, dedica-se à literatura e às artes plásticas.

 

Na literatura, quando tinha 10 anos, ganhou o Concurso Internacional para autores infanto-juvenis em língua portuguesa: “Atrevida” com o 3º livro “A transformação de Joca”. O concurso foi promovido pela Associação Sociocultural La Atrevida, entidade apoiada pela Universidade de Lisboa. Em 2017, o seu 5º livro “Depois do Final Feliz” foi premiado nas categorias melhor ilustração e melhor projeto gráfico, com o Prêmio Literatura Brasileira, promovido pela ZL Editora.

 

A artista é muito ligada às questões sociais: em todas as suas obras aborda a diversidade, inclusão e combate a qualquer forma de discriminação e preconceito. Conseguiu levar a arte protesto para o Museu do Louvre e suas ilustrações em homenagem as divas drags e transexuais estamparam a coleção da estilista Mileide Lopes, que foi a primeira marca goiana a ser selecionada pela curadoria da São Paulo Fashion Week a expor na loja conceito do evento.

 

 

Foto Isadora Soares

Com Amanda Costa

 

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Este post foi escrito por: Britz Lopes

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