quinta-feira, 18 de julho de 2024

De olho no retrovisor

 

O que esperar de um governo que insiste em administrar o País voltado para trás, mantendo em todas as medidas um saudoso olhar pelo retrovisor? Lá no longínquo 2010, ano em que o atual ocupante da cadeira presidencial deixou o cargo, até os dias atuais, se passaram 13 anos, por coincidência ou fatalidade 13 é o mesmo número do partido que trouxe, com algum auxílio, é verdade, novamente à presidência, o Luiz Inácio que não consegue entender as mudanças ocorridas no mundo.

 

Muita coisa mudou, mas o eleito não consegue perceber que passamos por uma pandemia que durou dois anos e que junto trouxe uma brutal insegurança, criando condições para o atual estado de coisas, com o fecha tudo primeiro e a economia a gente vê depois, que ocorreu no mundo inteiro. Houve governos, mais ou menos afobados, mas todos, sem exceção cometeram seus deslizes de claro autoritarismo. Hoje temos uma guerra localizada e persistente que, paralelamente, tem provado para o mundo que todos vêem primeiro os seus interesses e depois os dos seus aliados.

 

Como sobra, temos um sistema financeiro mundial apresentando sérios problemas, chegando até ao secular sistema financeiro suíço, que enfrenta grandes dificuldades com a quebra do Credit Suisse e que, de passagem, atingiu, em pouco tempo, sólidas instituições bancárias americanas que passam por apertos de caixa e acordos de absorção. Enfim, temos um 2023 muito diferente daquele saudoso ano de 2010 em que o Luiz Inácio deixou o governo. Aliás, o Luís Inácio deixou o governo sob fortes acusações de corrupção e má gestão pública.

 

Mas, mesmo tendo se passado 13 anos, ele ainda insiste em administrar o País sob a mesma ótica. Não vou falar da teórica solução para tudo, que o tal Arcabouço Fiscal traria, mas até agora não trouxe, não vou falar do comunicador trapalhão com seus cavalos e leilões, não vou falar da ministra miliciana.Vou falar de um assunto claro e, que pelos fatos apresentados, não deveria ter retrocesso, mas lembro, estamos falando de um amante de 2010.

 

Vou falar do espetacular resultado da Eletrobrás, que após sua privatização, passou a dar excelentes resultados. Não importa quem privatizou. O que importa é a demonstração clara e inequívoca de que o governo administra muito mal e de que o governo não tem embocadura, jeito ou perfil, para inciativa privada.

 

Em 2023, já no primeiro trimestre, a companhia apresentou um lucro de R$ 400 milhões. Conforme nota do balanço divulgado no último dia 4/5/23, a receita liquida foi de R$ 4,9 bilhões, e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), R$ 4,9 bilhões. Em nota a Empresa destacou que os avanços na reestruturação geral que incluiu um PDV (Plano de Demissão Voluntária), registraram economia de R$ 121,5 milhões no trimestre. Por favor anotem: no trimestre. Continua a nota, informando ainda que os investimentos realizados cresceram 191% em comparação ao primeiro trimestre de 2022.

 

Assim de bate pronto, podemos dizer que dos R$ 121,5 milhões economizados com demissões, boa parte era de apadrinhados e de cabides, que deverão ser pendurados em outros guarda-roupas públicos, pagos por nós.

 

Mas, como temos um governante ávido pelo passado, Sua Excelência já está providenciando uma medida para estatizar a empresa novamente. Se isso acontecer, fica claro que temos um Congresso muito pior do que imaginamos, embora o Lira esteja afirmando que a reestatização da empresa não passa. A cada dia lembro e reforço: as pessoas que não votaram no Bolsonaro porque não gostavam dele, foram os eleitores que nos trouxeram para onde estamos, 1.8% do eleitores nos trouxeram para o retrocesso.

 

 

Hiram Souza é publicitário de longa data e observador contumaz da vida. Escreve com humor e leveza sobre política, comportamento, educação e muito mais. Leia e comente!

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Este post foi escrito por: Hiram Souza

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