segunda-feira, 17 de junho de 2024

Noel Rosa – Coisa Nossa, uma ode ao grande mestre

Com Thereza Miranda e a super Carmen Mello assisti  à estreia do  musical “Noel Rosa – Coisa Nossa”  com texto do amigo Geraldinho Carneiro, direção de Cacá Mourthé, produção  de Eduardo Barata e Marcelo Serrado e coreografia de Renato Vieira. No elenco, Alfredo Del-Penho e Fábio Henriques representam o cantor e Dani Câmara, Julie Wein e Matheus Pessanha interpretam os personagens que marcaram a vida de Noel: a mãe Martha, Ceci o grande amor de sua vida, a esposa Lindaura, Mario Lago, Braguinha, Wilson Batista, Adhemar Casé e o meu querido e saudoso amigo Nássara, parceiro de Noel na marcha-rancho “Retiro da Saudade” de 1934, gravada por Carmen Miranda e Francisco Alves  (veja abaixo a genial caricatura de Noel que recebi de Nássara).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi ele grande desenhista, jornalista, fraternal amigo de Noel e baita compositor (nasceram no mesmo ano de 2910 e moraram na mesma Rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel). É ele o autor, em parceria com Haroldo Lobo, do “Alá-lá-ô” lançado em 1930 e sucesso carnavalesco até nos dias de hoje.

 

 

Artistas, escritores, produtores, admiradores da obra de Noel lotaram a plateia do Teatro Prudential, dentre eles os confrades de Geraldinho Carneiro na Academia Brasileira de Letras. Estavam lá  Ruy Castro (com Heloisa Seixas, esposa e escritora), Cacá Diegues, Antonio Carlos Secchin e Rosiska Darcy de Oliveira.
Os cinco artistas/cantores da peça cantam, tocam violão, cello, teclado, piston, saxofone, percussão, interpretam as mais importantes das mais de 200 composições do grande Noel e contam a trajetória de sua vida  desde a sua infância até a sua morte  em maio de 1937 aos 26 anos. Todos do elenco se movimentam e dançam muito bem (bem explicado: a coreografia é assinada por Renato Vieira, com mais de 40 anos na área). Ao final, Eduardo Barata chamou ao palco todos os participantes da produção e agradeceu a presença da querida Thereza Miranda, grande artista plástica, por ceder a imagem de uma de suas obras para ilustrar o cenário do Rio de Janeiro na peça. Recebeu calorosos aplausos e todos dali saíram felizes, cantarolando o “Até manhã, se Deus quiser…”

O espetáculo acontece de quinta a domingo no Teatro Prudential, no antigo Edificio Manchete, na Praia do Russell, 804 – Glória.
As fotos são de Cristina Granato, a craque dos craques, dentre os melhores fotógrafos profissionais do Brasil. No que muitos dirão: “e por que essa limitação ? “

Avatar

Este post foi escrito por: Luiz Gravatá

As opiniões emitidas nos textos dos colaboradores não refletem necessariamente, a opinião da revista eletrônica.

Deixe uma resposta