quinta-feira, 18 de julho de 2024

Trafegar pela Big Apple vai custar mais caro

 

Não é bem o que se chama de tráfego pago em redes sociais. A cidade de Nova York vai cobrar uma “tarifa de congestionamento” de 15 dólares para quem dirige no centro da Big Apple todos os dias, a partir de 2024. O valor será cobrado dos motoristas que entrarem em Manhattan após a 60th Street, que é justamente o centro comercial e um dos lugares mais movimentados da cidade.

 

Todos que passarem pela região entre 5 da manhã e 9 da noite vão ser taxados. Caminhões vão pagar mais (US$ 36) e táxis bem menos (US$ 1,25). Antes que você pense que estão construindo um monte de pedágios por New York City, saiba que a fiscalização das placas vai ser feita por 120 radares eletrônicos espalhados pelas ruas. É parecido com o rodízio em São Paulo, que proíbe carros de circularem por regiões da cidade em determinado dia da semana com base no último número das placas.

 

A ideia é arrecadar mais de US$ 1 bilhão todos os anos, que vão ser investidos principalmente em obras e melhorias no transporte público. A projeção é reduzir em 20% o número de carros em NYC, diminuindo a poluição. Vai ser a primeira medida desse tipo nos EUA.

 

Há quem seja contra, é claro. A proposta é criticada por motoristas de baixa renda, empresas do centro comercial e até moradores dos bairros que beiram a fronteira da taxa, temendo um aumento do trânsito nos arredores do centro. Antes que alguém pergunte: não serão oferecidos créditos para pessoas com consultas médicas ou indivíduos com condições médicas sensíveis que os impeçam de utilizar o transporte público.

 

Os funcionários públicos – como professores, polícias, bombeiros, juízes e trabalhadores do transporte público – ainda têm de pagar a taxa integral para entrar na zona de congestionamento.  O prefeito Eric Adams disse acreditar que “A proposta de US$ 15 é o início da conversa. Agora é a hora de determinar quem está isento e quem não está”.

 

Avatar

Este post foi escrito por: Carmen Lucia

As opiniões emitidas nos textos dos colaboradores não refletem necessariamente, a opinião da revista eletrônica.

Deixe uma resposta