Um projeto de preservação do patrimônio para celebrar os 299 anos de Pirenópolis

O projeto sociocultural INSPIRI tem trazido arte turística e turismo cultural para a quase tricentenária Pirenópolis. Por meio de uma abordagem única e pioneira e de uma interface entre educação patrimonial, city-matketing e turismo cultural, capaz de formatar uma visão sistêmica e integrada das políticas públicas turísticas, urbanas, sanitárias, ambientais, culturais e educacionais. Este piloto já tem sido replicado em diversas cidades goianas e brasileiras, tem reposicionado o imaginário urbano e rural de Piri, incentivando o estudo, à defesa e à projeção do patrimônio, arte, sustentabilidade e turismo local de base comunitária e sustentável.
INSPIRI lega para a comunidade pirenopolina a plataforma virtual https://inspirenopolis.weebly.com/ de divulgação turística e cultural sobre as pedras, rios e almas de Pirenópolis, com foco no conceito de paisagem cultural, que incluí mais do que os acervos edificados (pedras), mas também os santuários ecológicos (rios) e as memórias coletivas (almas) incluindo todas as “artesaberes”. “A meta é colaborar pra conscientização patrimonial e histórica, visando transformar o sítio turístico em patrimônio da humanidade”, afirma Fred Le Blue Assis, idealizador do projeto e da metodologia Arte Turística, pós-doutorando sobre turismo cultural em Pirenópolis pelo TECCER UEG.
Além da preservação patrimonial e produção cultural, INSPIRI consolidou o tema do desenvolvimento sustentável no interior, no que permitiu pensar soluções de longo prazo para a gestão da cidade e de seu patrimônio. Para esse fim, um grupo think tank PIRI’NOVA, promovido pelo INSPIRI, tem desenvolvido uma Agenda de Sustentabilidade, o que acaba por estimular a formação de uma rede de stakeholders governamentais, empresariais e comunitários.
A plataforma de educação patrimonial e (eco)turismo cultural digital produziu conteúdo artístico (fotomusical) inédito e realizou pesquisa de acervo museográfico e historiográfico sobre lugares, lendas e personalidades icônicas da cidade, porém carentes de uma representação expressiva na identidade coletiva local. A proposta tem sido utilizar ferramentas multimídias e educomunicativas para apresentar aos nativos, migrantes e visitantes uma experiência multissensorial capaz de suscitar uma cartografia afetiva e percussiva, no tocante, aos aspectos do patrimônio histórico cultural ocultados pelo caráter instagramável e consumista da perspectiva vigente de turismo de final de semana.
O think tank de inovação de desenvolvimento sustentável PIRI’NOVA que tem tido um caráter de utilidade pública por ter uma abrangência ampla, permite que os diversos setores da sociedade civil organizada e do setor público constituído possam encontrar e apoiar de forma colaborativa soluções personalizadas para questões urbanas, sociais e ambientais nos micro e macroterritórios. Dessa forma, permite-se um maior fluxo de informação e conteúdo fidedigno sobre essa localidade capaz de autenticar suas memórias coletivas do passado.
Já o Grupo de trabalho PIRI 360° foi criado para apresentação e intercâmbio de pautas e propostas inovadoras de políticas públicas urbanas, ambientais, sociais, educacionais, desportivas, culturais e patrimoniais para região da Serra dos Pireneus (Cocalzinho, Corumbá, Pirenópolis e povoados) em prol do incremento da qualidade de vida e da experiência de turismo na região.
A ideia tem sido descentralizar a alta concentração sazonal da atividade turística em Pirenópolis. A proposta pode permitir dar mais visibilidade pública para todas as microrregiões dos Pireneus através de ações educativas de interfaces sociais, ambientais, turísticas, sociais e culturais. Em uma diatribe contra a mera relação de consumo aplicada à fruição turística, o grupo tem promovido a educação patrimonial e a divulgação cultural/turística dos Pireneus, por meio de ferramentas tecnológicas hipertextuais digitais que articulam arte e ciência.
A ideia é difundir e salvaguardar os saberes-fazeres locais da cultura material e imaterial dos Pireneus (Cocalzinho de Goiás, Corumbá e Pirenópolis) em uma perspectiva multidimensional da paisagem (360°), visando construir pontes sociais e tecnológicas entre a preservação patrimonial e o desenvolvimento sustentável.