segunda-feira, 11 de maio de 2026

Posts publicados por: Marcio Fernandes

O pueblo mais lindo das Astúrias e um armazém de secos e molhados que vende sonhos quase de graça

7 de maio de 2026

  Marcio Fernandes – Não há nada mais saboroso na vida do que a solidão bem-sucedida, especialmente quando há a companhia de vento cortante vindo do Oceano Atlântico e a paciência das cabras a pastar entre as falésias e o mar. Nesses momentos, até a timidez do sol faz meu dia ser ainda mais brioso. […]

Oviedo, meu principado imaginário

1 de maio de 2026

  Marcio Fernandes – Eu nunca tive um feudo, nem servos que falassem javanês ou escravas brancas que fizessem bolos de baunilha todo fim de tarde com chá de canela. Agora, depois do infarto e de ter conhecido Oviedo, capital das Astúrias (Espanha), já combinei com Deus que na próxima vida, embora não acredite que […]

O prefeito precisa consultar o sapateiro Mauro

7 de fevereiro de 2026

  Marcio Fernandes – Depois de ter chorado até no consultório da médica, desci para o norte do centro de Goiânia atrás de gente que trabalha com as mãos: mercador de cabelo, sapateiro, garçom, dona de casa, tapeceiro e dentista. Existe uma indústria do cabelo na cidade. Atacado e varejo. O pessoal garante que é […]

Diva da ópera servida em bandeja de paella flutua em meus ares imaginários de Valência

9 de outubro de 2025

  Marcio Fernandes – Uai, eu tenho uns 39% da sinceridade espontânea de Forrest Gump. Se me dá vontade de chorar, como agora, eu choro. Se me dá vontade de andar, vou a pé até Itapirapuã (GO) e não volto nunca mais para casa. Se me dá vontade de ouvir música, ligo a radiola e […]

Um amarra-cachorro em plena ocupação simulada após a nevasca

3 de outubro de 2025

  Marcio Fernandes – A noite ficou gelada por volta das 22 horas. Sensação térmica de 1 grau. 20 anos atrás eu viajava à Europa para usufruir do inverno, hoje a idade cobra um preço mais oneroso. O vento e o sol pálido do meio-dia me deixam meio desacorçoado.   Eu me lembro de sair […]

Expresso da agonia a caminho do Kosovo

29 de setembro de 2025

  Marcio Fernandes – Nem na Bolívia, um dos países mais atrasados e pobres do mundo, eu transitei em transporte público tão desqualificado como o micro-ônibus da “euro linha” que liga Escópia (Macedônia do Norte), a Pristina (Kosovo). Notas 0,7 para limpeza, 0, 1 para a condição das poltronas puídas e 1,8 para a conservação […]

História das lamparinas com janela e a bênção do patriarca

27 de setembro de 2025

  Marcio Fernandes – Na quinta-feira, estava caminhando ao lado do Forte de Samuel, em Ohrid (Macedônia do Norte), uma fantástica combinação de opulenta obra de engenharia e grandiosos fatos históricos protegidos por suas muralhas, quando do nada encontro um jaboti almoçando gramíneas na sombra do sol das 13 horas. Eu não quis forçar amizade […]

Tirana: tem nome de ex-mulher, mas é uma uma delícia de lugar para se comer

22 de setembro de 2025

  Marcio Fernandes – Tirana, capital da Albânia, é uma cidade gastronômica muito pouco visitada até pelos europeus. Eu desconheço outro lugar no Velho Continente que tenha tanta concentração de cafés. Para não falar da profusão de restaurantes que fundem a tradição milenar balcânica às influências das cozinhas italiana, grega e turca que, isoladamente, já […]

Tomei um caldo tão grande do Rio Lima e quase fui parar no repouso dos fantasmas afogados

20 de setembro de 2025

  Marcio Fernandes – Hoje acordei com entusiasmo pleno para fazer a última trilha em Ponte Barca (Portugal). Atravessei a ponte medieval e fui em busca da ecovia do Rio Vez. Após dois quilômetros da foz do manancial, segui margeando o Rio Lima até que fui convencido por um pescador de que não havia ponte […]

Entre o Alto Minho e Quixeramobim

16 de setembro de 2025

  Marcio Fernandes – O sol estridente da manhã de segunda-feira em Ponte da Barca (Portugal) me fez acordar com enorme entusiasmo verde-amarelo, na melhor linha “eu te amo meu Brasil.” Bateu aquela saudade imensa do delicioso biscoito de queijo em forma de orelha que minha mãe fazia com chá de canela colhida no pé […]